A nova utopia da cidade "verde"

Piqueniques nos jardins do Parque da Ciudadela

Herdados de Londres, os parques eram os únicos espaços livres para a prática de lazer. Hoje, em muitas cidades do mundo representam importantes refúgios "naturais" envoltos de caos urbano. Mas, quando se pára pra analisar o que é urbano e o que é natural, vê-se que esta estratégia de dotar a cidade de "parques urbanos"em muito pouco contribui para que o homem se sinta também natureza. Outras vezes temos o ambiente natural dos parques tão artificializado que tampouco é natureza senão um cenário urbano tingido de verde.

Enfim, lendo um jornal da UPC nesta semana, vi uma matéria criticando e enriquecendo as iniciativas comunitárias por um resgate do verde no contexto da cidade, porém, falava-se de uma nova estratégia que não os parques, falava-se da agricultura urbana, daí o título original "la nueva utopia" de dotar o cenário urbano de cultivo vegetal de consumo cotidiano. Abaixo eu traduzi parte do texto que li no jornal.

Uma das torres da praia flagrada de dentro do parque da Ciudadela
A nova utopia da cidade verde

A cidade moderna está cinza, contaminada e desumana. E é exatamente contra isso que surgem algumas iniciativas que pretendem converter espaços inúteis em hortas. Faz sentido (e futuro) a agricultura urbana?

O crescimento urbano  está num ritmo tão intenso que no ano 2050 mais de 9 bilhões de pessoas (3 bilhões mais que hoje) viverão na Terra. O problema, para alguns estudiosos, é que  de cada 5 pessoas, 4 viverão em cidades, que serão gigantescas e, apesar de estarem abarrotadas de gente, estarão deshumanizadas. Pelas inúmeras avenidas cinzentas, milhões de pessoas se cruzarão sem dirigir a palavra a ninguém simplesmente por não terem nada em comum.

Agora, vamos a outro extremo. A diminuição dos recursos naturais tornarão insuficientes a produção de hortas ou granjas. O alto preço dos combustíveis encarecerão o preço dos produtos importados. Em troca, telhados e terraços, ou terrenos baldios de qualquer bairro, se tornarão lugares perfeitos para se cultivar algo. Adeus às lajes cheias de entulhos ou a jardins de uso contemplativo: a agricultura urbana chegou. É uma forma de recuperar o contato com a natureza, tornas as cidades mais saudáveis e, desde então, socializar os habitantes.

Texto original de Rafa Vidiella. Jornal 20 minutos.
Barcelona, 22 de setembro de 2010.

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